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 Sobre o Principado

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@Sarah Saydown
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MensagemAssunto: Sobre o Principado   Qua Fev 09, 2011 6:03 pm

Os vampiros consideravam a si mesmos como guerreiros e
nobres, controlando todos os territórios que fossem capazes de
manter, vivendo em uma inquieta trégua com os mortais e seus
vizinhos cainitas, e sempre procurando expandir suas propriedades e
rebanhos. Nas cidades do mundo antigo, isso com frequência
acabava em desastre, à medida que os vampiros lutavam entre si por
riquezas e áreas de caça.

Na noites ancestrais, o vampiro mais forte de cada cidade ou
região declarava seu domínio sobre ela e usava quaisquer meios
necessários para manter o controle. Com o tempo, as tradições
floresceram em torno dessas reivindicações e controles, e certas
responsabilidades passaram a ser assumidas por quem detinha o
poder, seja através de acordos tácitos ou pelo uso da força. Durante
os séculos que se seguiram à Renascença, a Camarilla estabeleceu as
regras que definiram esse modelo e forçou o seu cumprimento. Em
1743 um anarquista de Londres publicou um manifesto descrevendo a
antiga sociedade dos Membros, quebrando a Máscara de modo
bastante extravagante. A Camarilla respondeu rapidamente, primeiro
encobrindo o incidente ("Um notável trabalho de ficção fantástica!") e
destruindo o anarquista, e a seguir reconhecendo formalmente a
posição do príncipe. O cargo ainda é mantido por muitos vampiros
nas noites de hoje.

Resumindo, o príncipe é o vampiro que tem poder suficiente
para manter o domínio sobre a cidade, codificar as leis e manter a
paz. Em geral, este cargo é exercido por um ancião; afinal, quem
senão um ancião tem o carisma e o poder necessários para exercer
domínio sobre uma metrópole? Em alguns vilarejos, os vampiros
mais jovens podem estar aptos a reivindicar o domínio, mas suas
reivindicações raramente são respeitadas pelos círculos sociais da
cidade. De vez em quando, circunstâncias estranhas colocam vam-
piros mais jovens em posição de governar cidades, mas poucos desses
"novos-ricos" são capazes de sustentar seus títulos quando um ancião
aparece.

O título de "príncipe" não passa disso — um título dado para
formalizar a função, seja ela exercida por um homem ou por uma
mulher. Não existem dinastias de vampiros governando cidades por séculos, nem ascensões hereditárias. As vezes, um príncipe pode ser chamado por títulos mais condizentes com a região que ele go-
verna como "barão", "sultão", "duque" ou, menos formalmente,
como "chefão". Os vampiros estudiosos do assunto, que pesquisaram
a origem do termo, acreditam que ele tem raízes na Idade das
Trevas, quando era usado para identificar os lordes proprietários
das terras, e consolidou-se como termo de referência após a publi-
cação de "O Príncipe", de Maquiavel.

O Príncipe não reina sobre a cidade; sua posição se assemelha
mais à de um supervisor ou magistrado do que a de um monarca.
Ele é o árbitro nas disputas entre os Membros, a autoridade absoluta
nas Tradições no que se refere à sua cidade e o defensor da paz.
Acima de tudo, o seu interesse é a Máscara e a sua preservação. Se
isso significa limpar sua cidade dos Sabás ou simplesmente manter
os elementos mais agressivos sob um rígido controle, depende apenas
dele. Nem todo príncipe percebe ou se importa que seu poder seja
tão informal; na verdade, alguns exigem ser tratados como reis,
mantendo uma "corte" e obrigando que todos os "súditos" que
habitam seu domínio compareçam aos pronunciamentos "reais".
Esta arrogância pode inflamar a população, tanto os jovens sem
direitos quanto os anciões irritados.

Os vampiros que habitam uma cidade não devem ao príncipe
nenhum voto de lealdade ou vassalagem. Sua obediência depende
de sua covardia, e a maioria dos príncipes faz de tudo para incentivar
essa covardia. Se a regra de um príncipe é questionada ou
contrariada, ele pode usar a força para manter o controle. No en-
tanto, se não houver força suficiente para resolver o problema, ou se
ele se vir sem aliados, seu reinado termina.
A maioria dos vampiros segue à risca os protocolos exigidos
pelas Tradições, como um meio de se resguardar, mas têm o hábito
de ignorar o príncipe a maior parte do tempo, dando-lhe apenas o
mínimo de atenção necessária para não deixar passar algum pro-
nunciamento que lhes diga respeito. De um modo geral, os Membros
têm muitos assuntos com que se ocupar além de ouvir seu "líder".
Alguns anciões, como os Inconnu e aqueles que ocupam posições
consolidadas (como os justiçares) costumam considera r os pronun-
ciamentos do príncipe divertidos ou arrogantes, nada além de
fanfarronice de um jovem ainda impressionado com a ostentação
do poder.

No fim das contas, no entanto, o príncipe não é alguém que se
deva contrariar. Que com certeza possui um vasto poder temporal
para ter alcançado e mantido sua posição. Ele não apenas dirige os
negócios dos Membros da cidade, como costuma ter uma boa dose de
influência nos assuntos dos mortais. A polícia, o corpo de bombeiros,
construtoras, hospitais e o gabinete do prefeito — são todos
extremamente úteis para destruir seus inimigos ou assegurar sua
autoridade numa determinada esfera de influência. Se o príncipe
deseja esmagar uma gangue de anarquistas, ele pode fazer com que
uma construtora seja enviada com seus tratores para demolir seus
refúgios durante o dia. Um caçador de vampiros da Igreja que esteja
agindo a partir da Catedral local, pode receber um telefonema do
escritório do prefeito suspendendo a isenção de impostos de sua
igreja. Essa influência geralmente chama a atenção daqueles que
porventura estivessem inclinados a fazer pouco caso do príncipe. É
uma grande bobagem irritar alguém que pode condenar seu refú gio
através da comissão de zoneamento ou ter seu telefone cortado
"acidentalmente" ao mesmo tempo em que começam as obras para
instalar um novo duto de gás bem na sua rua.
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